Criei o blog com uma intenção: compartilhar experiências e nos ajudarmos umas às outras ou uns aos outros, porque não? Alguns homens (são bem poucos, claro!), também sofrem muito e também são lesados na separação.
Não quero, de modo algum, gerar polêmica e muito menos “bater boca”. Todo comentário é bem vindo, exceto as críticas gratuitas, com o objetivo único de gerar conflitos e discussões que não levam a nada. Não vou responder a nenhum comentário desse tipo.
Acredito que uma das coisas que atrapalha e confunde bastante é a generalização. Os homens tendem a generalizar mais. Daí acharem que toda ex-mulher é megera. E as mulheres (algumas) tratam os ex como se fossem bandidos. Muitos são mesmo! Mas existem algumas (raras) exceções.
Dia desses recebi de um amigo um e-mail “engraçado” com essa foto.
Burro mesmo! Quem manda gastar com as piranhas? E quanto à vaca, ele já “mamou” muito, com certeza! Aliás, da vaca aproveita-se tudo (a gente aprende no 1º grau): a carne, o couro, e os ossos. Portanto, ela merece bem mais do que 33%. E os filhos que ficaram com ela?
"Ecologia?"
Postado por Maria Alice Cordeiro às 12:56 0 comentários
Assédio Moral
“Uma palavra contundente é algo que pode matar ou humilhar, sem que se sujem as mãos. Uma das grandes alegrias da vida é humilhar seus semelhantes”. Pierre Desproges
Com essa frase a psiquiatra francesa Marie-France Hirigoyen, criadora do termo "bullyng", inicia a página de introdução do seu livro Assédio Moral – A violência perversa no cotidiano.
Passei uma boa parte do meu casamento de dezesseis anos e dois filhos procurando entender o que acontecia. Meu ex-marido sempre me desqualificou. Tudo o que eu fazia ou falava era invalidado. Era como se eu não existisse. Sentia-me o “o cocô da mosca do cocô do cavalo do bandido”. Enquanto ele me pisava, tripudiava e me magoava, para os outros ele só me elogiava. Todos achavam que ele me adorava e era o melhor marido do mundo. Essa incoerência me deixava extremamente insegura e culpada de não ser o que ele esperava de mim. Muitas vezes me ameaçou com a separação e eu me apavorava, porque, com dois filhos pequenos e me sentindo incapaz e incompetente, eu achava que não daria conta. E ele usava isso muito bem para me manipular.
Aos poucos, com terapia e lendo muito, fui compreendendo a dinâmica dele para se relacionar. Identifiquei sua insegurança, a sua necessidade de sempre me por pra baixo, por conta da insegurança e sentimento de inadequação dele, a projeção que ele fazia sobre mim de todos os defeitos dele, de como ele usurpava as minhas qualidades. Quando comecei a esboçar uma reação, ele se envolveu com uma outra mulher e então passou a me odiar com todas as forças e fazer tudo para me destruir.
Meu mundo literalmente caiu, porque eu podia entender suas dificuldades, mas não conseguia entender esse ódio e essa necessidade de acabar comigo. Enquanto ficava noivo da outra, continuou em casa, dormindo na minha cama, como seu eu não fosse nada. Como se eu não tivesse sentimentos. O pior é que ele acreditava mesmo (e acredita até hoje) que ele foi a vítima, porque não conseguiu me moldar como ele queria, e que eu não sofri nada.
Fui lesada por ele na partilha de bens (trabalhei com ele muitos anos e tudo que tínhamos conseguimos juntos) e mesmo assim ele falou para os amigos que ficou sem nada, passou tudo pra mim.
Hoje, depois de treze anos de separação, ele ainda tenta me destruir.
Ao começar a ler o livro esse livro, entrei num turbilhão. Ali estava minha vida toda com o meu ex-marido. Só então pude entender a perversidade de todo o processo. E o pior é que tudo acontece por um processo inconsciente. Quer dizer, ele nunca vai mudar.
Só lamento ter perdido tanto tempo, tentando entender.
O bom é que me sinto mais apta e informada para ajudar quem está passando por esse processo.
Agradeço aos Anjos que colocaram esse livro nas minhas mãos e à Dra. Marie-France por aceitar a missão de estudar e tratar as pessoas vítimas do assédio moral.
Postado por Maria Alice Cordeiro às 12:31 0 comentários
