Ser Boazinha

"Para viver a luz é preciso antes conhecer e re-conhecer a sombra." LC


Ser Boazinha

O preço que se paga por ser boazinha é alto demais.

Quando criança nos educam para sermos boazinhas. Papai Noel só dá presentes para meninas boazinhas, a Cinderela casou com o príncipe porque era boazinha e por aí vai.

Com isso vão nos amarrando, nos sufocando, calando a nossa voz. E o que trazemos para a nossa vida? Pessoas más!!! Gente que vai nos assediar e nos pisar porque somos boazinhas. Gente que vai nos anular porque somos boazinhas. Gente que vai usar os nossos talentos em proveito próprio enquanto destroem o pouco que nos resta de auto-estima. E quanto mais sofremos com o assédio, mais boazinhas nos tornamos. E quanto mais boazinhas, maior o assédio, a pressão que sofremos. E mais atormentadas e culpadas nos sentimos, tentando entender onde foi que erramos.

Mulher boazinha busque ajuda enquanto é tempo! Saia desse ciclo boazinha-assédio antes que seja tarde! Se você não reagir e mudar a tempo, você vai se permitir ser assassinada! Psiquicamente ou literalmente! Exemplos temos aos montes!

Reaja! Seja má!

Ser má, nesse caso, não significa ser mau caráter ou criminosa. Significa ser alguém coerente com a vida, que não se permite ser humilhada e destruída!

domingo, 11 de julho de 2010

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"Ecologia?"

Criei o blog com uma intenção: compartilhar experiências e nos ajudarmos umas às outras ou uns aos outros, porque não? Alguns homens (são bem poucos, claro!), também sofrem muito e também são lesados na separação.

Não quero, de modo algum, gerar polêmica e muito menos “bater boca”. Todo comentário é bem vindo, exceto as críticas gratuitas, com o objetivo único de gerar conflitos e discussões que não levam a nada. Não vou responder a nenhum comentário desse tipo.

Acredito que uma das coisas que atrapalha e confunde bastante é a generalização. Os homens tendem a generalizar mais. Daí acharem que toda ex-mulher é megera. E as mulheres (algumas) tratam os ex como se fossem bandidos. Muitos são mesmo! Mas existem algumas (raras) exceções.

Dia desses recebi de um amigo um e-mail “engraçado” com essa foto.
           
Burro mesmo! Quem manda gastar com as piranhas? E quanto à vaca, ele já “mamou” muito, com certeza! Aliás, da vaca aproveita-se tudo (a gente aprende no 1º grau): a carne, o couro, e os ossos. Portanto, ela merece bem mais do que 33%. E os filhos que ficaram com ela?

sábado, 1 de maio de 2010

Assédio Moral

“Uma palavra contundente é algo que pode matar ou humilhar, sem que se sujem as mãos. Uma das grandes alegrias da vida é humilhar seus semelhantes”. Pierre Desproges


Com essa frase a psiquiatra francesa Marie-France Hirigoyen, criadora do termo "bullyng", inicia a página de introdução do seu livro Assédio Moral – A violência perversa no cotidiano.

Passei uma boa parte do meu casamento de dezesseis anos e dois filhos procurando entender o que acontecia. Meu ex-marido sempre me desqualificou. Tudo o que eu fazia ou falava era invalidado. Era como se eu não existisse. Sentia-me o “o cocô da mosca do cocô do cavalo do bandido”. Enquanto ele me pisava, tripudiava e me magoava, para os outros ele só me elogiava. Todos achavam que ele me adorava e era o melhor marido do mundo. Essa incoerência me deixava extremamente insegura e culpada de não ser o que ele esperava de mim. Muitas vezes me ameaçou com a separação e eu me apavorava, porque, com dois filhos pequenos e me sentindo incapaz e incompetente, eu achava que não daria conta. E ele usava isso muito bem para me manipular.

Aos poucos, com terapia e lendo muito, fui compreendendo a dinâmica dele para se relacionar. Identifiquei sua insegurança, a sua necessidade de sempre me por pra baixo, por conta da insegurança e sentimento de inadequação dele, a projeção que ele fazia sobre mim de todos os defeitos dele, de como ele usurpava as minhas qualidades. Quando comecei a esboçar uma reação, ele se envolveu com uma outra mulher e então  passou a me odiar com todas as forças e fazer tudo para me destruir.

Meu mundo literalmente caiu, porque eu podia entender suas dificuldades, mas não conseguia entender esse ódio e essa necessidade de acabar comigo. Enquanto ficava noivo da outra, continuou em casa, dormindo na minha cama, como seu eu não fosse nada. Como se eu não tivesse sentimentos. O pior é que ele acreditava mesmo (e acredita até hoje) que ele foi a vítima, porque não conseguiu me moldar como ele queria, e que eu não sofri nada.

Fui lesada por ele na partilha de bens (trabalhei com ele muitos anos e tudo que tínhamos conseguimos juntos) e mesmo assim ele falou para os amigos que ficou sem nada, passou tudo pra mim.

Hoje, depois de treze anos de separação, ele ainda tenta me destruir.

Ao começar a ler o livro esse livro, entrei num turbilhão. Ali estava minha vida toda com o meu ex-marido. Só então pude entender a perversidade de todo o processo. E o pior é que tudo acontece por um processo inconsciente. Quer dizer, ele nunca vai mudar.

Só lamento ter perdido tanto tempo, tentando entender.

O bom é que me sinto mais apta e informada para ajudar quem está passando por esse processo.

Agradeço aos Anjos que colocaram esse livro nas minhas mãos e à Dra. Marie-France por aceitar a missão de estudar e tratar as pessoas vítimas do assédio moral.

 
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