"Para viver a luz é preciso antes conhecer e re-conhecer a sombra." LC
Ser Boazinha
O preço que se paga por ser boazinha é alto demais.
Quando criança nos educam para sermos boazinhas. Papai Noel só dá presentes para meninas boazinhas, a Cinderela casou com o príncipe porque era boazinha e por aí vai.
Com isso vão nos amarrando, nos sufocando, calando a nossa voz. E o que trazemos para a nossa vida? Pessoas más!!! Gente que vai nos assediar e nos pisar porque somos boazinhas. Gente que vai nos anular porque somos boazinhas. Gente que vai usar os nossos talentos em proveito próprio enquanto destroem o pouco que nos resta de auto-estima. E quanto mais sofremos com o assédio, mais boazinhas nos tornamos. E quanto mais boazinhas, maior o assédio, a pressão que sofremos. E mais atormentadas e culpadas nos sentimos, tentando entender onde foi que erramos.
Mulher boazinha busque ajuda enquanto é tempo! Saia desse ciclo boazinha-assédio antes que seja tarde! Se você não reagir e mudar a tempo, você vai se permitir ser assassinada! Psiquicamente ou literalmente! Exemplos temos aos montes!
Reaja! Seja má!
Ser má, nesse caso, não significa ser mau caráter ou criminosa. Significa ser alguém coerente com a vida, que não se permite ser humilhada e destruída!
Ser Boazinha
Postado por Maria Alice Cordeiro às 09:56 0 comentários
Marcadores: assédio auto-estima pressão ajuda mulher
"Ecologia?"
Criei o blog com uma intenção: compartilhar experiências e nos ajudarmos umas às outras ou uns aos outros, porque não? Alguns homens (são bem poucos, claro!), também sofrem muito e também são lesados na separação.
Não quero, de modo algum, gerar polêmica e muito menos “bater boca”. Todo comentário é bem vindo, exceto as críticas gratuitas, com o objetivo único de gerar conflitos e discussões que não levam a nada. Não vou responder a nenhum comentário desse tipo.
Acredito que uma das coisas que atrapalha e confunde bastante é a generalização. Os homens tendem a generalizar mais. Daí acharem que toda ex-mulher é megera. E as mulheres (algumas) tratam os ex como se fossem bandidos. Muitos são mesmo! Mas existem algumas (raras) exceções.
Dia desses recebi de um amigo um e-mail “engraçado” com essa foto.
Burro mesmo! Quem manda gastar com as piranhas? E quanto à vaca, ele já “mamou” muito, com certeza! Aliás, da vaca aproveita-se tudo (a gente aprende no 1º grau): a carne, o couro, e os ossos. Portanto, ela merece bem mais do que 33%. E os filhos que ficaram com ela?
sábado, 1 de maio de 2010
Postado por Maria Alice Cordeiro às 12:56 0 comentários
Assédio Moral
“Uma palavra contundente é algo que pode matar ou humilhar, sem que se sujem as mãos. Uma das grandes alegrias da vida é humilhar seus semelhantes”. Pierre Desproges
Com essa frase a psiquiatra francesa Marie-France Hirigoyen, criadora do termo "bullyng", inicia a página de introdução do seu livro Assédio Moral – A violência perversa no cotidiano.
Passei uma boa parte do meu casamento de dezesseis anos e dois filhos procurando entender o que acontecia. Meu ex-marido sempre me desqualificou. Tudo o que eu fazia ou falava era invalidado. Era como se eu não existisse. Sentia-me o “o cocô da mosca do cocô do cavalo do bandido”. Enquanto ele me pisava, tripudiava e me magoava, para os outros ele só me elogiava. Todos achavam que ele me adorava e era o melhor marido do mundo. Essa incoerência me deixava extremamente insegura e culpada de não ser o que ele esperava de mim. Muitas vezes me ameaçou com a separação e eu me apavorava, porque, com dois filhos pequenos e me sentindo incapaz e incompetente, eu achava que não daria conta. E ele usava isso muito bem para me manipular.
Aos poucos, com terapia e lendo muito, fui compreendendo a dinâmica dele para se relacionar. Identifiquei sua insegurança, a sua necessidade de sempre me por pra baixo, por conta da insegurança e sentimento de inadequação dele, a projeção que ele fazia sobre mim de todos os defeitos dele, de como ele usurpava as minhas qualidades. Quando comecei a esboçar uma reação, ele se envolveu com uma outra mulher e então passou a me odiar com todas as forças e fazer tudo para me destruir.
Meu mundo literalmente caiu, porque eu podia entender suas dificuldades, mas não conseguia entender esse ódio e essa necessidade de acabar comigo. Enquanto ficava noivo da outra, continuou em casa, dormindo na minha cama, como seu eu não fosse nada. Como se eu não tivesse sentimentos. O pior é que ele acreditava mesmo (e acredita até hoje) que ele foi a vítima, porque não conseguiu me moldar como ele queria, e que eu não sofri nada.
Fui lesada por ele na partilha de bens (trabalhei com ele muitos anos e tudo que tínhamos conseguimos juntos) e mesmo assim ele falou para os amigos que ficou sem nada, passou tudo pra mim.
Hoje, depois de treze anos de separação, ele ainda tenta me destruir.
Ao começar a ler o livro esse livro, entrei num turbilhão. Ali estava minha vida toda com o meu ex-marido. Só então pude entender a perversidade de todo o processo. E o pior é que tudo acontece por um processo inconsciente. Quer dizer, ele nunca vai mudar.
Só lamento ter perdido tanto tempo, tentando entender.
O bom é que me sinto mais apta e informada para ajudar quem está passando por esse processo.
Agradeço aos Anjos que colocaram esse livro nas minhas mãos e à Dra. Marie-France por aceitar a missão de estudar e tratar as pessoas vítimas do assédio moral.
Postado por Maria Alice Cordeiro às 12:31 0 comentários
Propósito do Blog
Durante todo o processo da minha separação, que foi difícil e traumática, como a maioria das separações, surpreendi-me com a quantidade de mulheres que encontrei que estavam enfrentando situações como as que eu já havia passado e superado.
Errei muito, por ter me deixado levar pelo emocional. Quando estamos emocionalmente envolvidas e nos deixamos levar por essa torrente de emoções, muitas vezes contraditórias, acabamos fazendo bobagens. E não é incrível como podemos ver claramente a situação de uma outra pessoa?
Eu não sei exatamente porque, mas durante todos esses treze anos, sempre alguém me procura para conversar e pedir conselhos (posso dizer apenas que sofri muito, fui enganada por vários advogados e desenvolvi um senso de "perigo"). Confesso que pude ajudar muitas mulheres que estavam sendo enganadas, sofrendo assédio e sendo logradas pelos ex-maridos, graças à sua boa fé naquele que um dia escolheram para companheiro e pai de seus filhos.
Não sou advogada, nem pretendo passar por. A idéia deste blog é passar a minha experiência, a experiência de todas vocês, com o intuito de ajudar-nos umas às outras.
Pesquisei muito sobre os assuntos ligados à separação e divórcio, como partilha de bens e pensão alimentícia. Existem ótimos sites e blogs de bons advogados que quero indicar aqui.
Um dos melhores sites é o da advogada Priscila Goldenberg.
Por que Melhor Amiga?
Melhor amiga é aquela que nos ouve, nos faz ver a verdade dos fatos quando queremos nos enganar, aquela que nos "puxa a orelha" quando insistimos no erro, mas está sempre lá.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Postado por Maria Alice Cordeiro às 10:54 0 comentários
Melhor Amiga
Quando eu era pequena, acreditava no conceito de uma melhor amiga. Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, encontrará o melhor em muitas amigas.
É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem, outra amiga quando você está com problemas com sua mãe, e tantas outras quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, ferir, brincar ou apenas ser.
Uma amiga dirá 'vamos rezar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos lutar' outra 'vamos fugir', outra ' vamos zoar ' ...
Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, outra à sua loucura por sapatos, outra à sua paixão por filmes, outra estará com você em seus períodos confusos, outra será a luz e uma outra será o vento sob suas asas.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, independente da ocasião, do dia ou de quando você precisa, seja com seus tênis e cabelos presos, ou para impedir que você faça uma loucura... todas essas são suas melhores amigas. Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias... uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade, algumas de antigos empregos, algumas da igreja, em alguns dias sua mãe, em alguns dias sua vizinha, em outros suas irmãs, e em outros suas filhas.
Assim, podem ter sido 20 minutos ou 20 anos o tempo que essas mulheres passaram, e fizeram a diferença em sua vida... isso é o que menos importa!
(Texto encontrado na net. Desconheço o autor).
Tive muitas melhores amigas. Como diz o texto, a melhor amiga para fazer compras, a melhor amiga para ir ao cinema, a melhor para emprestar o ombro... Também tive amigas que concentravam em si todas as outras.
Minha vida sempre foi meio nômade. Por causa do trabalho do meu pai, morei em várias cidades desse nosso Brasil varonil. Em cada lugar, tive uma melhor amiga. Aquela com que estamos sempre junto, aquela com quem confidenciamos tudo o que nos acontece, aquela com quem não conseguimos ficar mais que um dia sem conversar.
Quando morei no RS, tinha a minha melhor amiga (Veci, guardo até hoje aquela composição sobre a melhor amiga que você fez sobre mim). Nós nos perdemos no tempo, mas você continua no meu coração, na minha alma.
Em Bom Jesus eu posso dizer que tive mesmo várias amigas. A mais assíduas, com quem eu não podia deixar de falar, eram tão diferentes como a água e o vinho (sempre fui muito eclética, com esses meus planetas em gêmeos e aquário). M.L., com seu jeito tímido, tranqüilo, sempre disposta a ouvir. Já a E., era mais atirada, expontânea, “levada da breca”. Éramos tão unidas, que um dia o namorado dela foi até minha casa “tirar satisfação”. Dela eu sempre tenho notícias, embora a gente já não se fale.
Mas a idéia desse blog surgiu, não por causa dessas amigas queridas, mas sim por me lembrar das amigas de Curitiba, que tanto me ajudaram e apoiaram no período em que me separei. Cada uma me deu forças, cada uma me deu apoio, cada uma delas, à sua maneira, me deu a amizade verdadeira. Por isso, esse blog é uma homenagem a vocês, minhas amigas L, Z, Vi, V, I e várias outras que apenas passaram rapidamente, mas me deram o melhor de si.
Também homenageio a minha ex-melhor amiga F. Acho que todo mundo tem uma ex-melhor amiga. Ex-melhor amiga é aquela melhor amiga em quem você confia plenamente, aquela que está ao seu lado nos bons e piores momentos e que, de repente, falha. Mas falha de um jeito que dá até pra perdoar e relevar, mas que acaba com a amizade de um jeito irreversível.
Postado por Maria Alice Cordeiro às 10:20 0 comentários
